Domingo, Setembro 05, 2010
   
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Queimadas em vegetação em Campo Grande aumentam 600%

Com a baixa umidade, estiagem e altas temperaturas iniciaram-se a proliferação de focos de queimadas no Estado de Mato Grosso do Sul.

Somente no mês de abril, se comparado ao mesmo período do ano passado, na região de Campo Grande-MS, houve um aumento de 600% no número de atendimentos efetivos, partimos de 19 ocorrências em 2008 para 119 em 2009 somente em Campo Grande, considerando que ainda estamos no dia 28, esse acréscimo pode ser ainda mais alarmante no fechamento do mês.

A causa mais freqüente nos focos de incêndio em vegetação é o ato incendiário por atuação humana, ou seja, pessoas que utilizam a ação do fogo para a limpeza de terrenos e/ou pastagens.

Leia mais: Queimadas em vegetação em Campo Grande aumentam 600%

 

Nova cartilha do aquecimento global

"Perguntas e respostas sobre aquecimento global tem linguagem acessível e foi desenvolvida pelo IPAM para conscientizar a população sobre as mudanças climáticas. Além da versão impressa, o conteúdo da cartilha pode ser baixado gratuitamente pela internet


Termos como efeito estufa, mudanças climáticas e aquecimento global, apesar de serem incansavelmente repetidos ultimamente, são bastante recentes para a humanidade. Até porque, as transformações na atmosfera terrestre têm ocorrido mais drasticamente em função do modelo de desenvolvimento que as sociedades adotaram nos últimos 150 anos.

Por isso, muita gente ainda são sabe exatamente o que essas palavras querem dizer. Em forma de perguntas - 32 ao todo - a cartilha desenvolvida pelo IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, em parceria com a WHRC - Woods Hole Research Center, traz informações que procuram esclarecer essas dúvidas, além de fornecer dados sobre o assunto e apresentar nomes como Protocolo de Quioto, IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas e MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

Pelo fato de o desmatamento ser um dos grandes vilões para o aumento do efeito estufa, o tema é bastante enfatizado na cartilha, que chama atenção especial para o futuro da Amazônia. Como alerta o professor de física, Paulo Artaxo, no prefácio de Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global, "o pior uso que podemos fazer deste riquíssimo ecossistema é queimá-lo, transformando sua rica biodiversidade em gases de efeito estufa".

Os leitores também são convidados a fazer a sua parte na contenção das mudanças climáticas e a entender a importância do papel do Brasil nesse desafio. Ao final, há indicação de vários sites para quem quiser se aprofundar no assunto.

Escrita de forma didática, a cartilha pode ser facilmente compreendida por adultos e crianças e está disponível para download gratuito na biblioteca do site do IPAM.

Para adquirir a versão impressa basta ligar: (61) 3349-3698.

 

Projecto ICE CARE

Grupo de cidadãos portugueses vai escalar cinco glaciares para mostrar alterações climáticas

A imagem da neve do Kilimanjaro a desaparecer chocou José Maria Abecasis Soares, um empresário português na área do software. Este foi o ponto de partida do projecto ICE CARE, através do qual um grupo de cidadãos portugueses se propõe escalar, de 2009 a 2012, cinco glaciares para mostrar que o aquecimento global já está em marcha. O primeiro destino é a Suíça. A partida está marcada para 18 de Junho.

A ideia surgiu numa conversa com um amigo habituado a fazer escalada de montanhas. “Pensámos ir ao Kilimanjaro e estávamos a combinar datas quando ele me disse que era melhor irmos o mais cedo possível porque mais tarde já não haveria neve”, contou José Maria Abecasis Soares, ao PÚBLICO.

“Fiquei surpreendido com aquilo”, reconheceu. Até porque era uma pessoa que “não tinha um único comportamento ecológico” mais ambicioso do que o fechar a torneira ao lavar os dentes.

Leia mais: Projecto ICE CARE

   

Aquecimento ultrapassará 2 graus Celsius sem cortes radicais de emissões

Pesquisas na revista 'Nature' estimam futuro de concentração de carbono.

 

Manter regime atual de queima de combustíveis pode significar desastre.

 

Ninguém sabe que nível de aquecimento global pode ser tolerado pelo planeta sem repercussões sérias para a humanidade e os ecossistemas da Terra, mas a maioria dos governos estabeleceu como limite "seguro" uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura global no fim deste século. A má notícia, dizem dois estudos na revista científica "Nature" desta semana, é que sem cortes radicais nas emissões de gás carbônico -- em torno de 80% até 2050 --, é grande a chance de que o aquecimento global ultrapasse esse limite.

FONTE G1

 

A conclusão foi alcançada independentemente pelas equipes de Myles Allen, da Universidade de Oxford (Reino Unido), e Malte Meinshausen, da Universidade de Potsdam (Alemanha). Usando metodologias diferentes, que levam em conta projeções da queima de combustíveis fósseis e simulações da reação do clima global à entrada de carbono na atmosfera, eles calcularam que tipo de intervenção seria necessária para tentar impedir que seja ultrapassada a barreira dos 2 graus Celsius de aquecimento.

 

Leia mais: Aquecimento ultrapassará 2 graus Celsius sem cortes radicais de emissões

 

Pedaços de gelo se desprendem de plataforma na Antártida

Cerca de 700 quilômetros quadrados de gelo já caíram no oceano, de acordo com dados de satélite

 

Divulgação/ESABERLIM - Enormes pedaços de gelo estão se desprendendo de uma plataforma de gelo na Península Antártida, disseram os pesquisadores nesta quarta-feira, 29, alertando que uma área maior de 3367 km² - área maior que Luxemburgo - está ameaçada nas próximas semanas.

A plataforma de Wilkins ficou estável durante a maior parte do século passado, mas começou a retrair na década de 1990. Pesquisadores acreditam que ela era mantida no lugar devido a uma ponte de gelo que liga a ilha de Charcot ao Ártico.

Mas a ponte de 330 km² perdeu dois grandes pedaços no ano passado e então se despedaçou por completo em abril.

"Como consequência do colapso, as fissuras, que já estavam presentes que já estavam presentes ao norte da geleira, se ampliaram e novas rachaduras se formaram durante o ajuste do gelo", disse a Agência Espacial Europeia.

O primeiro pedaço de gelo de desprendeu na sexta-feira, e desde então cerca de 700 quilômetros quadrados de gelo já caíram no oceano, de acordo com dados de satélite.

"Há pouca dúvida de que essas mudanças são resultado do aquecimento global", disse David Vaughan do British Antarctic Survey.

Esses desprendimentos não aumentam o nível dos oceanos, já que o gelo já estava flutuando anteriormente. Mas essas plataformas normalmente seguram geleiras, quando elas se desintegram o gelo derrete para os oceanos com mais facilidade.

"Pela primeira vez, creio eu, nós podemos realmente começar a observar processos que precipitam a degradação da calota polar", disse Vaughan.

Segundo ele, oito placas de gelo da Península Antártida mostraram sinais de recuo nas últimas décadas. "O recuo da placa de Wilkins é o maior e mais recente de todos", observou.

A placa de Wilkins tem o tamanho da Jamaica. Somente no ano passado, ela perdeu 14% de sua área, de acordo com cientistas que estudam a Antártida.

A temperatura média na região aumento 2,5ºC nos últimos 50 anos, acima da média mundial, revelam estudos.

Os cientistas calculam que a placa de Wilkins perderá, nas próximas semanas, 3.370 quilômetros quadrados de área, o que equivale a mais de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

No entanto, segundo a pesquisadora Angelika Humbert, do Instituto de Geofísica da Universidade Muenster, ainda não está claro como a situação evoluirá.

   
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CARTILHA IPAM - AQUECIMENTO GLOBAL

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